Reportema - Site experimental de jornalismo.
Reportema
De 15 de junho à 29 de Junho

Capa
Editorias
Política
Entrevista
Educação
Cultura
3º Setor/Ong's
Economia
Internacional
Saúde
Esporte
Colunas
Voz da Experiência
Controle de Qualidade
Artigo
Comportamento
História
Humor
Saúde
Tecnologia a serviço da vida

Evelyn Lima

Novas técnicas de diagnóstico e tratamento do câncer de mama já salvaram mais de 2 milhões de mulheres.

          Trabalho, estudos, filhos, serviços domésticos, orçamentos reduzidos e como se não bastasse: o câncer de mama.

           Esta é a dura realidade da mulher moderna. Além de enfrentar uma tripla jornada, precisa estar atenta a este fantasma que, em 2002, tirou a vida de quase 10 mil brasileiras.

           Segundo estimativas do IBCC (Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer), o câncer de mama é a segunda doença que mais mata a população feminina.

           A professora Ana Cláudia de Oliveira, 45, casada e mãe de três filhos, diz que todos os anos procura seu ginecologista e faz uma mamografia. Além disso, ela faz diariamente o exame de toque. Segundo a professora, que perdeu uma irmã vítima da doença há 2 anos atrás, estes simples cuidados poderiam ter salvo a vida de centenas de mulheres, como sua irmã.

           Mas as mulheres não estão sozinhas nesta batalha. A ciência e a tecnologia estão na corrida contra o tempo, em busca de novas técnicas de diagnóstico e tratamento deste mal. Graças a isso, mais de 2 milhões de mulheres já conseguiram vencer a doença.

           A detecção precoce ainda é um fator que proporciona maiores chances do tratamento ser bem sucedido. Por este motivo, as campanhas realizadas periodicamente (Corrida contra o câncer, Câncer de mama no alvo da moda, Um beijo pela vida, etc.) enfatizam a importância das mulheres acima de 40 anos serem submetidas anualmente a uma mamografia. Este exame pode detectar a existência de um tumor até dois anos antes de ele ser palpável.

           Em caso de alguma anormalidade, encontrada durante a mamografia, é necessário recolher parte do tecido suspeito para analisar se o tumor é benigno ou maligno. É nesta fase-chave que as últimas inovações tecnológicas têm sido protagonistas.

           Há cerca de 3 anos, a Johson & Johnson, em parceria com o radiologista norte-americano Steve Parker, desenvolveu um equipamento de alta tecnologia, o Mammotome, que permite a retirada de amostras de tecido para biópsia de forma rápida e indolor.

           O procedimento, conhecido como mamotomia é realizado por uma sonda especial, um pouco maior do que uma agulha, que é controlada pelo médico, através de um computador.

           Orientada pela mamografia ou pelo ultra-som, a mamotomia é eficiente em biópsias de nódulos de até 15 milímetros e é feita sem necessidade de internação. A anestesia é local e a cicatriz quase imperceptível.

           O médico e radiologista da URP (Unidade Radiológica Paulista), Aron Belfer, afirma que o Mammotome proporcionou uma melhoria sensível no diagnóstico do câncer de mama, e contribuiu para amenizar o trauma psicológico causado pela doença: "Antes da mamotomia, o tecido era retirado por um procedimento cirúrgico. A paciente permanecia internada por dois ou três dias, era submetida à anestesia e ainda ficava com uma cicatriz bastante aparente", afirmou.

           Além disso, como em 80% das biópsias realizadas diagnosticava-se que o tumor era benigno, há de se convir que as cirurgias eram desnecessárias.

           Atualmente, já existem cerca de 70 clínicas e hospitais, no Brasil, que realizam a mamotomia. O procedimento é aprovado pelo Ministério da Saúde, pela Sociedade Brasileira de Mastologia e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia.

           Para as mulheres, aqui fica a dica:

           Façam diariamente o exame de toque e ao sinal de qualquer anormalidade, procurem imediatamente um médico ginecologista ou mastologista. A tecnologia de diagnóstico, quando empregada no momento certo, pode salvar muitas vidas.


Expediente
Ana Paula Barbosa
Daniel Vicente
Daniela Caldeirinha
Evelyn Lima
Fabrízio Albuja
Halícia Alessandra
Katiane Garcez
Rita Escolano
Rodrigo Herrero
Thiago Vieira
"Institucional"
Fale conosco
Quem somos
Objetivo